Arquivo do mês: abril 2008

Freud e a interpretação dos sonhos

Segundo Freud a interpretação dos sonhos é a via real que leva ao conhecimento das atividades inconscientes da mente, e também o melhor caminho para o estudo das neuroses, sendo que os sonhos dos neuróticos não diferem dos sonhos de pessoas consideradas normais. A diferença entre ser neurótico ou não, vigoram apenas durante o dia, não se estende a vida onírica. Os sonhos são o ponto de articulação entre o normal e o patológico, são produções e comunicações da pessoa que sonha, e diferente do que muitos pensam, os sonhos não são absurdos, todos possuem sentidos, além de serem manifestações dos desejos. E é através do relato feito pelo sonhador que tomamos conhecimento dos seus sonhos, ou seja, o que é interpretado não é o sonho, mas o seu relato. Para Freud a pessoa que sonha sabe o significado do seu sonho, apenas não sabe que sabe, e isso porque a censura o impede de saber.  O sonho contado passa por distorções causadas pela censura em um processo chamado Elaboração Onírica ou Trabalho do sonho, que tem como objetivo proteger o sujeito da ameaça dos seus sonhos. Para Freud a linguagem é o lugar do ocultamento, o que se apreende através do relato, oculta um significado mais importante, o verdadeiro desejo. A psicanálise vai procurar exatamente a verdade do desejo, tendo como função fazer aparecer o desejo que o relato oculta por causa da censura. Este desejo é o da nossa infância com todas as interdições a que é submetido.

A interpretação é exatamente o caminho que nos leva do conteúdo manifesto dos sonhos, aquele que corresponde ao sonho lembrado e contado pela pessoa, aos pensamentos oníricos latentes, também chamados de pensamentos ocultos, inconscientes.

A Interpretação dos Sonhos, depois de ter passado por críticas e ter sido mal recebido por psiquiatras e cientistas da época de sua publicação, o livro de Freud parecia estar condenado a ficar em completo silêncio. Teve 351 exemplares vendidos nos seis primeiros anos de sua publicação, para anos mais tarde se tornar um dos livros mais importantes do novo século.

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História da Grécia Antiga

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O termo Grécia antiga se refere ao período histórico grego que compreende dos tempos de Homero ao Helenismo, período da história da Grécia compreendido entre a morte de Alexandre III (O grande) em 323 a.C. e a anexação da Península grega e ilhas de Roma em 147 a.C. De modo geral, o Helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: Levar e difundir a cultura grega aos teritórios que conquistava. No período que compreende a Grécia antiga se desenvolveram a filosofia, a matemática, a ciência, a política, a arte e outros campos do conhecimento e do agir humano. Por tudo isso a Grécia Antiga é considerada o berço da cultura ocidental. Não existe uma data fixa ou sequer acordo quanto ao período em que se iniciou e terminou a Grécia Antiga. Tradicionalmente, a Grécia Antiga abrange desde os primeiros jogos olímpicos em 776 a.C. até a morte de Alexandre, O grande em 323 a.C.

Na sociedade da Grécia Antiga a economia dos gregos baseava-se no cultivo de oliveiras, trigos e vinhedos. O artesanato grego, com destaque para a cerâmica, teve grande aceitação no Mar Mediterâneo. Com o comércio marítimo os gregos alcançaram grande desenvolvimento, chegando mesmo a cunhar moedas de metal. Os escravos, devedores ou prisioneiros de guerra foram utilizados como mão-de-obra. Cada cidade-estado tinha sua própria forma político-administrativa, organização social e deuses protetores.

Foi na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, que surgiram os jogos olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é referência para estudos e livros. A filosofia taambém atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no século V. Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período.

Quase todas as cidades gregas possuiam anfiteatros, onde atores apresentavam peças dramáticas ou comédias, usando máscaras. A dramaturgia grega foi muito destacada. A poesia, a história, artes plásticas e a arquitetura também foram muito importantes na cultura grega.

A religião politeísta grega era marcada por uma forte marca humanista. Os deuses possuiam características humanas e de deuses. Os heróis (semi-deuses) eram filhos de deuses com mortais. Zeus, deus dos deuses, comandava todos os demais do topo do Monte Olimpo. A mitologia grega era muito importante na vida desta civilização, pois através dos mitos e lendas, os gregos transmitiam mensagens e ensinamentos importantes.

As principais contribuições da Grécia Antiga ao mundo ocidental foi o desenvolvimento harmonioso do individuo (corpo e mente), a cidade autônoma (auto-governada), o perfeccionismo da arte e a especulação filosófica.

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