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O Efeito Bullying

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Na última década, o Bullying é um fenômeno que preocupa as autoridades, sobretudo as escolares. Bullying cujo termo em inglês é para descrever atos de violência física ou psicológica, repetidos, intencionais, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos. Se fizermos uma breve reflexão, observaremos que o Bullying sempre esteve presente em nossas vidas, seja como um ato de nossa autoria ou em um momento onde fomos vítimas. A verdade é que a prevenção do Bullying deve começar em casa, junto com a educação que recebemos de nossos pais e familiares. Uma ‘brincadeira’ sem graça, onde apenas uma das partes se diverte, não deve ser vista como brincadeira, como se tratasse apenas de diversão. As enormes conseqüências dessa atitude podem acompanhar um sujeito por toda a sua vida, sobretudo se ele não tiver capacidade de lidar com a situação, superar os obstáculos, resistir à pressão. O interessante é que o Bullying sempre é mais uma ‘brincadeira’ para quem o pratica, mas nunca para quem o recebe. Uma forma de violência que deve ser controlada, fazendo um trabalho de conscientização nas escolas, de modo que os agressores não sejam condenados ao isolamento.  Para que a resposta as atitudes de Bullying também não sejam atos de Bullying, a escola deve cuidar também dos agressores de modo a tentar compreender o motivo de tal comportamento e elaborar um projeto que facilite a convivência entre todos e o respeito às diferenças. Afinal, o Bullying é o resultado da intolerância as diferenças.

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Dia do psicólogo

Olá queridos estudantes de psicologia e demais pessoas especiais que passam aqui pelo blog. Ontem tentei postar, sem sucesso, algo sobre o dia do psicólogo, infelizmente o wordpress estava congestionado, logo, não foi possível.

No entanto, mesmo com um dia de atraso, gostaria de parabenizar a todos os profissionais de psicologia pelo seu dia, e não só pela data, mas por seu trabalho que é desenvolvido com tanto afinco e que dia após dia ganha mais forças por colaborar de forma significativa com a qualidade de vida das pessoas. Seja com Rogers, Freud, Skinner ou outros tantos, a psicologia tem as ferramentas certas para atingir os seus principais objetivos, descrever, explicar, prever e quem sabe, modificar o comportamento humano, sempre considerando os aspectos biológicos, afetivos, cognitivos e sociais.

A você, que é estudante assim como eu, fica a dica do comprometimento que devemos ter com a nossa profissão, afinal, vamos lidar com o que existe de mais íntimo nas pessoas, sua subjetividade.

\o/ Parabéns pelo nosso dia, psicólogos em formação, também podem comemorar!

Vládia Almeida

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Sobre a morte e o morrer por Rubem Alves

Olá queridos, estive tão ausente do blog estes meses, muitas coisinhas pra fazer, trabalhos da faculdade, provinhas e uma série de outros compromissos que me deixaram impossibilitada de postar novidades.

Pra tentar compensar a ausência, trouxe um texto incrível do psicanalista Rubem Alves pra vocês. Espero que gostem. Voltarei a postar novamente, prometo que o estudandopsicologia voltará cheio de conteúdos novos pra vocês. Boa leitura, segue o texto.

Sobre a morte e o morrer

Rubem Alves

O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?

Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: “Morrer, que me importa? (…) O diabo é deixar de viver.” A vida é tão boa! Não quero ir embora…

Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: “Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?”. Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: “Não chore, que eu vou te abraçar…” Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.

Cecília Meireles sentia algo parecido: “E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega… O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias… Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto…”

Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. “Minha filha, sei que minha hora está chegando… Mas, que pena! A vida é tão boa…”

Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.

Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.

Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.

Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?

Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.

Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”.

Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: “Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei…”. Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.

Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia”, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà” de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.

Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12-10-03. fls 3 e retirado do site www.releituras.com

 

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Feliz “dia das crianças”

crianca

Aproveitando que hoje comemora-se o dia da criança (e o comércio está bombando por causa disso) segue link de uma matéria da revista Psique Ciência & Vida, sobre a importância do brincar no desenvolvimento cognitivo das crianças. Espero que gostem, e eu vou ficando por aqui, imaginando quantas alegrias e sofrimentos infantis teremos hoje por conta de um presente ou da ausência dele. Depois de semanas sendo alimentados pela mídia nesta expectativa, hoje é o dia das crianças tirarem a prova final. Para elas, desejo que seja um dia de alegrias, para os pais, desejo boa sorte, afinal esse é o mundo do capitalismo mesmo. =( 

Para quem se interessar sobre o tema “Criança e Consumo” eis o link de um site que tem como um dos seus propósitos despertar a consciência crítica da sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo de produtos e serviços por crianças e adolescentes. =)

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Brincar – Um campo de subjetivação na infância

diversãoA CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE INFÂNCIA

No livro Brincar – Um campo de subjetivação na infância, a professora e psicomotricista Cláudia Jardim, escreve sobre a importância do brincar no desenvolvimento infantil, contando fatos históricos do universo da criança a partir do século XII até o século XIX, utilizando-se de referenciais teóricos como o historiador francês Philippe Ariès, Rosseau, Foucault, entre outros.

Philippe Ariès (1978) destaca duas teses em sua pesquisa na construção do conceito de infância: a primeira afirma que não havia sentimento de infância na Idade Média, ou seja, não havia consciência da particularidade infantil que distingue a criança de um adulto. Logo que a criança tinha condições de viver sem a dependência constante da sua mãe ou da sua ama, ela passava a participar do grupo dos adultos, a partir daí, os seus valores e conhecimentos não eram assegurados ou controlados pela família. A segunda tese apresenta a família e a criança ocupando lugar central nas sociedades industriais.

Em relação a arte medieval do século XII, Ariès chama a atenção para ausência de arte envolvendo as crianças, e isso não acontecia por falta de habilidades para a criação desses trabalhos, mas porque não havia lugar para a infância nesse mundo. Até o século XVII a criança era vista como um adulto em miniatura e tratada com certo descaso, como se fosse um bichinho de estimação, oscilava entre o mundo animal e o dos adultos. No século XIII nas raras representações artísticas, eram representados por adultos com tamanho reduzidos, nunca por crianças com expressões bem particulares. Nos séculos XV surgiram mais representações da infância. O putto que era a criança nua, vista nas esculturas, e o retrato, que não era colocado em seu próprio túmulo ou no de seus pais, mas sim no de seus professores, a criança agora era representada por ela mesma, uma nova sensibilidade atribuiu as crianças, seres frágeis e ameaçados, uma particularidade que ninguém se importava em conhecer. Nos séculos XVII os retratos de família passam a privilegiar a criança, e as pinturas, mesmo que não contemplassem a um tema infantil, utilizavam as crianças como suas protagonistas, principais ou secundárias. E essa particularidade infantil, não parou por aí, avançou nos demais séculos buscando sua especificidade cada vez mais refinada, até a atualidade.

O texto fala das mudanças ocorridas nos hábitos de brincar na sociedade medieval tendo como modelo o futuro Luis XIII, pelas anotações do diário do médico dele, Héroard. A partir das anotações dele, podemos conhecer um pouco das principais brincadeiras e atividades do pequeno, e nos ajuda a compreender como era a vida das outras crianças, já que todas elas, bastardas ou legítimas recebiam o mesmo tratamento de todas as outras crianças nobres. No século XVIII o movimento da particularização da infância avança e ganha forças, com o romantismo a família sofre mudanças, e a criança passa a ser valorizada ocupando um lugar de destaque no interior da família. Passam a cultivar as maneiras próprias do agir da criança, e as qualidades características da sua idade. A infância como graça, amabilidade, a “bondade natural” do ser humano.

 Rousseau, na sua obra Emílio ou da educação enfatiza o homem natural, o individualismo, a liberdade, o trabalho útil à sociedade. Demonstra como se deve proceder para atingir o objetivo de fazer da criança um bom adulto. Já que defende o homem como nascido com a bondade natural. Para evitar que a criança se torne má, ela deve ser protegida da sociedade, traçando um caminho que a leva a felicidade comprometida pela ordem social.

Aponta ainda que a educação dever ser progressiva, de acordo com o desenvolvimento, devendo ser adaptado as necessidades individuais, ou seja, as diferenças individuais devem ser respeitadas. Cria uma teoria de desenvolvimento, baseando-se na idéia da bondade original, tece um projeto pedagógico no qual a criança passa a ser encarada como um ser em desenvolvimento, rompendo com a idéia de adulto em miniatura. Não é mais vista como animal, nem homem, e sim como criança mesmo. Com sua obra constrói um cenário onde a criança é o personagem principal com sua condição inocente e bondosa. Uma criança imaginária, bondosa, solitária e feliz. Repleto de sentimentos de bondade e humanidade. Qualidades que para Rousseau só seria possível com a criança longe das faculdades humanas. Esse sonho de Rousseau, esse paraíso, contribui para engrandecer e marcar a infância, causa um movimento de retração, um adiamento no movimento de autonomia da criança. A partir de Freud, no final do século XIX, as crianças perderam a inocência que haviam ganho do Cristianismo e de Rousseau. Foi dado ênfase ao papel desempenhado na sexualidade pelo fator infantil.

Do público ao privado – a infância recolocada

Segundo Ariès, a mudança da concepção e infância foi compreendida como sendo eco da própria mudança nas formas de organização da sociedade, das relações de trabalho. Portanto, não se trata de estudar a criança como problema em si, mas compreendê-la segundo perspectiva histórica. Para Foucault (1984), o ser se constrói historicamente como experiência, isto é, como podendo e devendo ser pensado. Ele entende experiência como correlação, numa cultura, entre campos de saber, tipos de normatividade e formas de subjetividade.

O conceito de infância evidencia-se pelo novo valor do amor familiar. A criança passa a ser cuidada pela família, e também pela escola. Há uma sutil rejeição da criança ao mesmo tempo em que ela é reconhecida como categoria social de grande importância. Cada vez mais encontraremos na contemporaneidade esse sujeito, entregue a especialistas. Na realidade quando nos mostramos preocupados em compreender a criança de hoje, sua relação com o consumo e as transformações que estas experiências acarretam no psiquismo de cada pessoa, estamos na verdade nos interrogando a nós mesmos, adultos e crianças.

Devir – criança e subjetividade

Para a autora, a criança é mais que faculdades mentais, maturação ou escalas de desenvolvimento. Procuramos a singularidade e sua relação com a historicidade. Com a psicologia do desenvolvimento aprendemos teorias e conceitos ligados aos aspectos evolutivos ao longo de sua trajetória de vida.

Não nos tornamos adultos sem a multiplicidade, não nos bastam as características da criança para sermos criança, nem chegar na fase adulta para assim o ser. Para Kantz, inexiste um caminho prévio e determinado que a criança devesse seguir para tornar-se um adulto. O que percebemos hoje é um deslizamento por parte dos adultos em relação ao que é ser criança.

brincarEste livro concebe o brincar como uma dimensão de fundamental importância para a compreensão do devir-criança. “Brincar” e “infância” parecem lugares privilegiados para se pensar a subjetividade da criança, quando o interesse é, mais do que pesquisar a criança, pesquisar com a criança as experiências sociais e culturais que ela compartilha com outras pessoas do seu ambiente.
Muitas vezes o brincar é visto como um campo propício à elaboração do mal-estar infantil, mal-estar que os adultos ajudam a produzir. Cláudia Jardim mostra que no campo do brincar, os aspectos da subjetividade encontram-se com elementos da realidade externa e possibilitam uma experiência criativa na construção do eu social. Trata-se da possibilidade de viver um período de espaço e tempo protegido, simbólico e gratuito.

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Consumismo e Uso de Drogas

consumo conscienteEntendemos por consumismo o ato de comprar produtos sem consciência, e sem necessidade. Um problema contemporâneo já que todos os dias somos alvos fáceis da indústria do consumo que com a mídia e o marketing nos leva a pensar que seríamos pessoas diferentes se adquiríssemos determinado bem ou serviço. Vivemos numa sociedade consumista, onde sempre estamos insatisfeitos, em busca do corpo perfeito, da coleção nova da vitrine, do cabelo “da hora”, do jeans de determinada grife, do modelo novo do carro. E somos convencidos de que viveríamos mais felizes se consumíssemos tais produtos, já que o indivíduo sempre está em desvantagem em relação aos “super poderes” dos objetos ofertados, que além da felicidade, traz pertencimento e mobilidade social. O problema está em como adquirir tais produtos? Como manter essa ilusão de felicidade, já que ao adquirir um objeto, o desejo não é eliminado, é apenas transferido para outros objetos? O consumismo surge como meio de construção de identidades, em que quanto mais poder os objetos adquirem, mais o interior do indivíduo está esvaziado e exteriorizado, pois ele só se reconhece e se sente bem quando coberto por alguma marca.

Vivemos em um país com uma das piores distribuições de renda do mundo e com precárias condições de aquisição desses produtos.  Onde a identidade do povo é formada a partir de imposições e modelos culturais cultuado pela onipresença dos meios de comunicação de massa, e o sujeito é obrigado a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que lhes falta em sua existência real que é pobre e fragmentária. Isso gera conseqüências ruins, porque o consumista é diferente do consumidor, que só compra o que é necessário, ele compra o que é supérfluo, muitas vezes movido por distúrbios psicológicos, sociais. O sujeito incapaz de trabalhar seus problemas e suas frustrações busca soluções que na realidade causarão mais um problema como o uso de drogas. Geralmente o primeiro contato feito com as drogas, é exatamente quando a pessoa está buscando sua identidade psicossocial. A medida que vai ficando dependente o sujeito passa a ver a droga como fundamental e esquecendo dos seus relacionamentos interpessoais. Da mesma forma que o consumidor, no caso, consumista, busca nos objetos uma forma de se manter sociável, e feliz, o usuário de drogas também busca um significado para a vida, no entanto a droga o impede de pensar nas suas frustrações já que encará-las pode ser também doloroso. No caso são usadas para bloquear esse sentimento, anestesiar, negar-se a si mesmo. Vale ressaltar que muitos casos de usuários de drogas, também começaram quando na verdade os seus desejos eram de consumir objetos, fora da sua realidade, como já comentado. E como alternativa passam a praticar atos ilícitos na intenção de conseguir esses objetos. Quanto as drogas legais como álcool, tabaco, também entram no mesmo viés do consumo, pois a mídia nos leva a pensar mais uma  vez que a felicidade se encontra no consumo desses produtos.

drogas

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Ausente!

Fora do ar temporariamente! Semana de prova!! Já já eu volto!!

Fora do ar temporariamente! Semana de prova!! Já já eu volto!! Vládia

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