Dia do psicólogo

Olá queridos estudantes de psicologia e demais pessoas especiais que passam aqui pelo blog. Ontem tentei postar, sem sucesso, algo sobre o dia do psicólogo, infelizmente o wordpress estava congestionado, logo, não foi possível.

No entanto, mesmo com um dia de atraso, gostaria de parabenizar a todos os profissionais de psicologia pelo seu dia, e não só pela data, mas por seu trabalho que é desenvolvido com tanto afinco e que dia após dia ganha mais forças por colaborar de forma significativa com a qualidade de vida das pessoas. Seja com Rogers, Freud, Skinner ou outros tantos, a psicologia tem as ferramentas certas para atingir os seus principais objetivos, descrever, explicar, prever e quem sabe, modificar o comportamento humano, sempre considerando os aspectos biológicos, afetivos, cognitivos e sociais.

A você, que é estudante assim como eu, fica a dica do comprometimento que devemos ter com a nossa profissão, afinal, vamos lidar com o que existe de mais íntimo nas pessoas, sua subjetividade.

\o/ Parabéns pelo nosso dia, psicólogos em formação, também podem comemorar!

Vládia Almeida

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Uma hipótese ampla das relações humanas

Se eu posso criar uma relação caracterizada da minha parte:

por uma autenticidade e transparência, em que eu sou meus sentimentos reais;

por uma aceitação afetuosa e apreço pela outra pessoa como um indivíduo separado;

por uma capacidade sensível de ver seu mundo e a ele como ele os vê;

Então o outro indivíduo na relação:

experienciará e compreenderá aspectos de si mesmo que havia anteriormente reprimido;

dar-se-á conta de que está se tornando mais integrado, mais apto a funcionar efetivamente;

tornar-se-á mais semelhante à pessoa que gostaria de ser; será mais autodiretivo e autoconfiante;

realizar-se-á mais enquanto pessoa, sendo mais único e auto-expressivo;

será mais compreensível, mais aceitador com relação aos outros;

estará mais apto a enfrentar os problemas da vida adequadamente e de forma mais tranquila.

Carl R. Rogers

(Trecho do livro: Tornar-se Pessoa, pág: 43 – 6 edição, 2009)

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Traumas…

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Sobre a morte e o morrer por Rubem Alves

Olá queridos, estive tão ausente do blog estes meses, muitas coisinhas pra fazer, trabalhos da faculdade, provinhas e uma série de outros compromissos que me deixaram impossibilitada de postar novidades.

Pra tentar compensar a ausência, trouxe um texto incrível do psicanalista Rubem Alves pra vocês. Espero que gostem. Voltarei a postar novamente, prometo que o estudandopsicologia voltará cheio de conteúdos novos pra vocês. Boa leitura, segue o texto.

Sobre a morte e o morrer

Rubem Alves

O que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de
um ser humano? O que e quem a define?

Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza. Concordo com Mário Quintana: “Morrer, que me importa? (…) O diabo é deixar de viver.” A vida é tão boa! Não quero ir embora…

Eram 6h. Minha filha me acordou. Ela tinha três anos. Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara: “Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?”. Emudeci. Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro: “Não chore, que eu vou te abraçar…” Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade.

Cecília Meireles sentia algo parecido: “E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega… O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas, nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias… Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto…”

Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas. Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos. Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia. De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura. O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante. “Minha filha, sei que minha hora está chegando… Mas, que pena! A vida é tão boa…”

Mas tenho muito medo do morrer. O morrer pode vir acompanhado de dores, humilhações, aparelhos e tubos enfiados no meu corpo, contra a minha vontade, sem que eu nada possa fazer, porque já não sou mais dono de mim mesmo; solidão, ninguém tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte, medo de que a passagem seja demorada. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Mas a medicina não entende. Um amigo contou-me dos últimos dias do seu pai, já bem velho. As dores eram terríveis. Era-lhe insuportável a visão do sofrimento do pai. Dirigiu-se, então, ao médico: “O senhor não poderia aumentar a dose dos analgésicos, para que meu pai não sofra?”. O médico olhou-o com olhar severo e disse: “O senhor está sugerindo que eu pratique a eutanásia?”.

Há dores que fazem sentido, como as dores do parto: uma vida nova está nascendo. Mas há dores que não fazem sentido nenhum. Seu velho pai morreu sofrendo uma dor inútil. Qual foi o ganho humano? Que eu saiba, apenas a consciência apaziguada do médico, que dormiu em paz por haver feito aquilo que o costume mandava; costume a que freqüentemente se dá o nome de ética.

Um outro velhinho querido, 92 anos, cego, surdo, todos os esfíncteres sem controle, numa cama -de repente um acontecimento feliz! O coração parou. Ah, com certeza fora o seu anjo da guarda, que assim punha um fim à sua miséria! Mas o médico, movido pelos automatismos costumeiros, apressou-se a cumprir seu dever: debruçou-se sobre o velhinho e o fez respirar de novo. Sofreu inutilmente por mais dois dias antes de tocar de novo o acorde final.

Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?

Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.

Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”.

Comovi-me com o drama do jovem francês Vincent Humbert, de 22 anos, há três anos cego, surdo, mudo, tetraplégico, vítima de um acidente automobilístico. Comunicava-se por meio do único dedo que podia movimentar. E foi assim que escreveu um livro em que dizia: “Morri em 24 de setembro de 2000. Desde aquele dia, eu não vivo. Fazem-me viver. Para quem, para que, eu não sei…”. Implorava que lhe dessem o direito de morrer. Como as autoridades, movidas pelo costume e pelas leis, se recusassem, sua mãe realizou seu desejo. A morte o libertou do sofrimento.

Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia”, o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà” de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.

Texto publicado no jornal “Folha de São Paulo”, Caderno “Sinapse” do dia 12-10-03. fls 3 e retirado do site www.releituras.com

 

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Dia internacional da mulher

Diga não a violência contra a mulher!

 

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MARTIN BUBER: O DIÁLOGO NA TEORIA E NA GESTALT – TERAPIA

Martin Buber

O modo Eu-Tu é vitalmente necessário para a realização da condição de pessoa. É uma relaçãointegrativa e afirma a pessoa em sua totalidade. É voltar-se para o outro plenamente, de corpo inteiro, uma entrega ao “entre” Buber descreve a vivencia relacional do ser humano. O Eu está para o Tu, assim como o Tu para o Eu, ou seja, num emaranhado de relações, pois no olhar do Tu o Eu se reconhece, e vice-versa. Sendo um feixe de relações, o homem tende a criar novos laços e personificar essas relações. Através do Tu o Eu se encontra, e na expressão maior de sua identidade, sem a uniformidade, o Eu encontra no Tu a própria revelação e atualização. O homem é um ser em relação, ser com o mundo.

Essencialmente, o diálogo para Buber, pode ser considerado como uma forma específica do processo de contato entre duas pessoas, por meio da qual cada pessoa realiza sua humanidade distinta mais completamente. A humanidade de uma pessoa somente se manifesta numa relação dialógica com os outros.

Em relação ao caráter genuíno, Buber não quer dizer que tudo o que ocorra tem que ser dito. Palavras ditas impulsivamente podem obscurecer o diálogo genuíno. O que tem que ocorrer é a disposição de se envolver honestamente, sem excluir o silêncio, fazer do silêncio um responder genuíno, não uma forma de se esconder. A pessoa deve assumir responsabilidade pela expressão franca daquilo que ocorre com ela no processo do diálogo

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AMOR E ÓDIO – A AMBIVALÊNCIA DA MÃE

O real do ódio é o impossível da fusão

No texto Amor e ódio – A ambivalência da Mãe, a autora nos apresenta a figura da mãe e a representação do “ódio” sentido pela mesma. As revelações em relação a dimensão imaginária, não simbólica, que o ódio pode constituir. A loucura de um gozo materno que o parto obriga a mulher a atravessar, pois quando o corpo sai do corpo o real aparece. Deste modo, dar a vida supõe um luto não apenas da criança no útero, mas também daquela que acaba de nascer. Ter um filho é justamente não mais o ter. Da impossibilidade da fusão mãe/filho, acontece um ódio imaginário que adianta-se ao amor. Da necessária desfusão, do reconhecimento num retorno ao feminino subsistirá o “ódio suficientemente bom”, simbólico. Mãe e filho têm de iniciar logo o luto de um e de outro. Para cada um, o objeto está para sempre perdido. Inicialmente, a criança não tem o objeto, ela é o objeto, e, no caso, perdido. Progressivamente a ilusão que acomete a mãe e o filho de serem um só, se perde e prepara a criança para a “capacidade de estar só”.

O outro traumatismo do nascimento: o parto.

A violência a qual é submetida as mulheres quando dão a luz uma criança pode ser a origem do ódio, que supõe-se atravessar todo o amor materno. O ódio evoluirá no registro imaginário se no fantasma materno o lugar da criança corresponder ao do objeto parcial, de posse e até mesmo do objeto real, que viria negar aquilo que foi identificado como uma perda, ou preenchimento do vazio evocado pelas mães em sofrimento. Nessa confusão, a criança permanece como um objeto real no fantasma materno. Dito de outro modo, em vez de ser revelada uma necessária perda interior, uma relação continua a ser estabelecida um amor fundado no gozo que visa, finalmente para a criança dominar aquilo de que a mãe é objeto submetido. O ódio simbólico é então aquele que possibilita a mãe elaborar, não mais a perda do real, mas a falta estrutural. Se a relação do sujeito com a mãe for a fonte da sua existência, acrescentamos que a relação mãe/filho pode ser o elemento que vem autenticar sua própria existência. Se a mãe é portadora da identidade em formação do bebê, ele pode conferir uma identidade à sua mãe como narcisante.

O fenômeno da castração é um lugar em que se apóiam a operação simbólica e humanizadora, a operação que consiste em privar a pulsão da satisfação imediata com o objeto visado pode tomar a via da sublimação, mas também do recalque neurótico, ou até mesmo a via perversa. Uma criança que para poder separar-se do corpo a corpo com a mãe, deve antes de tudo, ter estado ali para não ter que passar por uma regressão no momento em que esta operação se faz necessária.

Se a castração vem da privação ao mesmo tempo real e simbólica que atinge um objeto até então erotizado e repentino acesso proibido, a criança pode representar tal objeto para a mãe.

Castrações Maternas

Se a questão psíquica do parto é vivida apenas como perda real, privação, o ato de parir “passagem ao ato” corre o risco de nunca tornar-se “dar a luz”, isto é, momento simbólico, fonte de vitalidade para o narcisismo materno. Do ponto de vista materno, a placenta é perdida para a mãe e para o bebê, o corte umbilical está para os dois.

No desmame a criança fica privada do seio, e o seio fica privado da criança. Para a criança corresponde a separação de uma parte de si mesma que se alojava no corpo da mãe que, por sua vez, sente uma separação do objeto filho ainda investido como parte dela mesma. O benefício simbólico à criança é que assim separada do vital materno, ela possa voltar-se para outrem.

O acesso ao estado anal tem o valor de uma nova separação para a criança e parece corresponder para a mãe a um segundo desmame. Confirma o fato que para sobreviver a criança não precisa de exclusividade do seu poder materno. Na medida que a criança perde uma mãe que faz tudo, a mãe perde uma criança que precisa dela para tudo. Assim, falta a dependência materna e se humaniza o desejo numa sucessão de perdas e reencontros sobre a falta. Não se vive mais para o outro e sim, com o outro.

O ódio inscreve sua marca na dinâmica simbólico-real fazendo com que a desprivação real seja um ganho de originalidade compensatória e construtiva. A “mãe suficientemente cheia de ódio” faz laço na partilha entre a mulher e a mãe, entre a ama e a mãe. “Suficientemente” implica que o ódio seja necessário para toda separação. Para odiá-lo é preciso que antes tenhamos amado, e para separar-se é preciso que apesar desse amor, possamos odiá-lo.

Psicogênese da mãe

Suponhamos que uma criança carregada nove meses tenha se revestido dos aspectos de objeto interior essencial para o corpo da mãe. Os investimentos da mãe devem passar desse objeto interior que favorecia um certo retraimento narcísico, uma certa gratificação narcísica para um objeto exterior novo. O conceito de “desinvestimento materno” corresponde ao tempo em que o desejo da mãe, para sua satisfação, tem como objetivo um outro objeto além da criança. O que vai possibilitar a mãe emergir dessa unidade é a “castração umbilical”, e a atualidade de suas relações sexuais. Desinvestir a criança não pode ser confundido com abandono, nem como ausência do olhar, mas com um outro olhar para ela e para o que ela representa.

A primeira relação objetal com a criança funda-se num modo regressivo induzido pela preocupação materna primária, no modelo edípico no qual está enodada a primeira relação da mãe com a sua própria mãe. Do mesmo modo que a criança elabora a ausência da mãe, a mãe suportará a ausência do seu bebê, assim sendo, ninguém completou ninguém porque um pode sobreviver a ausência do outro. E se ninguém é completado, a mãe ainda precisa encontrar sexualmente o “pai” e acriança desinvestida terá que estabelecer outras relações objetais. Esse processo não ocorre sem desordens, e é por isso que deve ser “resolvido” num conflito, o Édipo propriamente dito.

Édipo

Se mãe e filho saíram ilesos dessas crises, eis aí um bebê ao qual o desenvestimento materno conferiu autonomia de funcionamento: a que autoriza a pulsão a encontrar satisfação na ausência da mãe. Mudando de objeto libidinal, a mãe retoma uma posição genital. Se ao passo da criança ser autônoma, ela continua na dependência da mãe, e a mãe na dependência dessa dependência o campo abre às manifestações psicopatológicas. A primeira relação, tanto para o menino quanto para a menina, estabeleceu-se com a mãe. A evolução dos primeiros tempos dessa relação nos convida a só considerar como edípica a articulação das pulsões arcaicas naquilo que foi sublimado com o desejo sexual genital. Ambos estão numa luta contra o terror da transgressão do interdito incesto. Trata-se do equilíbrio sempre frágil em torno da problemática da ambivalência e da separação, campos nas quais a ambivalência da criança reflete e repete para a mãe a ambivalência em relação à sua própria mãe.

Latência

Latência corresponde como um dos estágios do desenvolvimento afetivo da criança. Corresponde ao período social e de socialização representado pela escola e pelo tempo de aprendizagens para a criança. A entrada na escola assina socialmente a separação da mãe e da criança, trazendo a intervenção de um terceiro separador real ou imaginário, entre o sujeito e o objeto. Para que a escola se inscrever nessa dimensão separadora da mãe e da criança, é preciso que este papel e esta função tenham sido reservados ao “pai” simbólico, como a metáfora estruturante da linguagem e do pensamento.

As dificuldades encontradas pela criança na fase da latência, põem estar relacionadas a falha da mãe em sua função continente e libidinizante e a do pai em sua função separadora e estruturante da personalidade.

Puberdade e adolescência

Aqui, no início da adolescência, a criança tornada púbere, perseguindo sua busca do gozo esperado e jamais atingido, irá se voltar para seus pares, ou seja, aqueles que tiveram que renunciar aos gozo, que tiveram a mesma castração e a mesma falta. O Édipo pubertário convoca novamente mãe e filho a repensar suas possibilidades subjetivas de enunciação desse desejo. Como continuar sendo mãe de um filho em relação ao qual não mais se pode evitar reconhecer que é sexuado, capaz por sua vez de procriar? Cada vez mais semelhantes. A mãe, a quem a evolução pubertária do filho fragiliza inevitavelmente, deve atestar sólidas defesas narcísicas se não quiser sofrer um profundo ferimento. É preciso que haja renúncia para que tenhamos um final feliz. Se apesar de tudo a mãe continua a amar, proteger o filho, a criança pode ir, tronar-se uma mulher, ou um homem não muito carregados de remorso.

Pai

Se não é necessário que haja um homem para que haja um pai. Não poderia haver mãe sem pai. O mito freudiano funda a função paterna de Lacan como simbólica e estruturante, mesmo na ausência de qualquer pai real, e como vetor de uma lei universal na origem da separação mãe/filho. É o pai que ocupa o desejo da mãe quando esta não está presente, se ela vai é porque o filho não a preenche. O pai aqui é visto, como aquele que priva a criança de possuir a mãe só para si.

O pai se revela como função terceira que vem separar, organizar o mundo como tal, e dar a criança o sentido de realidade, em oposição àquilo que, do corpo no corpo, foi atravessado na experiência da maternidade.

Referências Bibliográficas

BENHAIM, Michèle. Amor e ódio, a ambivalência da mãe. Pág. 17 a 38. Rio de Janeiro: Companhia de Freud Editora, 2007.

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