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Ansiedade e Vida Instintual – Angústia em Freud

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Freud descreve a angústia como um estado afetivo, combinado de uma série de sentimentos da série prazer-desprazer, com intervenções de descargas, e uma percepção dos mesmos sentimentos. Em seguida, comenta sobre dois tipos diferentes de angústia, a realística, sendo como uma reação que nos parecia compreensível, face a um perigo, ou seja, reação a um dano esperado de fora, e a neurótica, que é completamente enigmática, despropositada, sem razão de ser. Ainda sobre a angústia realística, há um estado de preparação para a angústia onde dois resultados são possíveis. A geração da angústia, repetição da antiga experiência traumática, limita-se a um sinal, caso em que o restante da reação pode adaptar-se à nova situação de perigo e pode resultar em fuga ou defesa; ou a antiga situação pode continuar mantendo o domínio, e a reação total pode consistir em nada mais que geração de ansiedade, caso em que o estado afetivo se torna paralisante e será inadequado para os propósitos atuais. Em relação a angústia neurótica, observamos sob três condições, encontramo-la na forma livre, flutuante, num estado de apreensão difusa. Também sob a forma de fobias, que tem uma relação com o perigo externo, e por último a ansiedade na histeria e em outras formas de neurose grave.

Consideramos o processo de repressão responsável pela angústia na histeria e em outras neuroses. É a idéia que é submetida a repressão e que pode ser deformada a ponto de ficar irreconhecível; sua quota de afeto, porém, é regularmente transformada em angústia, e isto é assim, qualquer que possa ser a natureza do afeto, seja de agressividade ou de amor.

No caso de um paciente com agorafobia (o medo de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. Em realidade, o agorafóbico teme a multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal e não pelo medo da multidão em si) pode iniciar sua doença com um acesso de angústia na rua. Isto se repetiria cada vez que fosse à rua novamente. Pode ser também qualificado como inibição, como restrição do funcionamento do ego, e, por meio dele, o paciente se poupa dos ataques de ansiedade. Na angústia realística reside em dois pontos: que o perigo é um perigo interno, ao invés de externo, e que esse perigo não é conscientemente reconhecido. Nas fobias, esse perigo interno é transformado em perigo externo, ou seja, a angústia neurótica é mudada em angústia aparentemente realística.

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