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Desenvolvimento da mídia na contemporaneidade

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O desenvolvimento da mídia se acelera a cada dia, e com a modernização está atingindo cada vez mais um publico abrangente, passando por várias classes sociais, interligando locais de difícil acesso as grandes cidades. Atualmente é cada vez mais comum as residências com mais de um aparelho de televisão, todas moderníssimas, com telas em LCD, ou projeções mais atuais. A maioria das famílias dispõem em suas casas de televisão, aparelhos de som, telefones, computadores, aparelhos celulares, internet. O mundo se comunica e as pessoas sentem necessidade de se inserir neste mundo da informação e da conectividade. A mídia possui um poder muito grande, ela diz qual a melhor escola para estudar, qual o melhor carro para comprar, a roupa que a pessoa precisa usar para estar nas tendências da moda. A mídia tem condições de construir anjos e demônios, fazer pessoas serem amadas ou odiadas, e tudo isso com um click, basta ligar a televisão. Tratam-se de meios com uma impressionante capacidade de exceder as finalidades particulares para as quais foram concebidas. Com os meios de comunicação de massa criaram-se novas formas de socialização e intensificou-se o seu papel estruturador do cotidiano e de geração de efeitos sobre os indivíduos. Acredito que repercussão social da mídia poderia contribuir positivamente para o crescimento da sociedade, do homem como ser humano, no entanto, o que vejo é uma repercussão social que atinge diretamente o sujeito de modo que interfere na maneira como ele conduz a sua vida e se socializa com as demais pessoas. Deste modo, a importância que é dada a mídia pode superar os seus valores e suas virtudes morais.  Atualmente está sendo veiculada na televisão, no horário nobre, propaganda de operadora de telefonia celular aonde o contexto é agressivo a situação do idoso. Um jovem aparentando vinte anos, em conversa com a tia, uma senhora idosa, com dificuldades de audição, não consegue compreender a linguagem moderna do jovem e é ridicularizada por isso. A idéia central da propaganda é mudança de operadora, ou seja, a mudança para o novo, desqualificando a outra operadora por ser velha. A senhora da propaganda, foi incapaz de entender isso. Além da eventual má-fé e deliberado uso perverso, há uma destrutiva espontaneidade na forma com que os meios de comunicação de massa são operados. Passamos anos assistindo propagandas de cigarros representados por homens aventureiros e saudáveis que acendiam e tragavam os seus cigarros como se o fumo trouxesse algum tipo de beneficio, charme, milhares de pessoas foram seduzidas por essa idéia. As campanhas que são feitas hoje tentam desmistificar o que foi induzido e impedir que mais pessoas se interessem pela droga que custa milhões aos cofres públicos. A mídia é bastante abrangente e como destaquei seus efeitos podem ser positivos, mas também podem ser nocivos. Infelizmente há uma manipulação do sujeito, e confusão em relação a própria identidade que atinge crianças, jovens, adultos e idosos. Estimular a interpretação daquilo que se recebe por meio da TV, do rádio, da internet, etc. definitivamente se faz relevante enquanto parte do processo de comunicação, mas requer um complemento que desperte junto ao sujeito, a importância de também se produzir mídia conscientemente. Eis o desafio que nos aguarda.

Vládia Almeida

 

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Feliz “dia das crianças”

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Aproveitando que hoje comemora-se o dia da criança (e o comércio está bombando por causa disso) segue link de uma matéria da revista Psique Ciência & Vida, sobre a importância do brincar no desenvolvimento cognitivo das crianças. Espero que gostem, e eu vou ficando por aqui, imaginando quantas alegrias e sofrimentos infantis teremos hoje por conta de um presente ou da ausência dele. Depois de semanas sendo alimentados pela mídia nesta expectativa, hoje é o dia das crianças tirarem a prova final. Para elas, desejo que seja um dia de alegrias, para os pais, desejo boa sorte, afinal esse é o mundo do capitalismo mesmo. =( 

Para quem se interessar sobre o tema “Criança e Consumo” eis o link de um site que tem como um dos seus propósitos despertar a consciência crítica da sociedade brasileira a respeito das práticas de consumo de produtos e serviços por crianças e adolescentes. =)

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Consumismo e Uso de Drogas

consumo conscienteEntendemos por consumismo o ato de comprar produtos sem consciência, e sem necessidade. Um problema contemporâneo já que todos os dias somos alvos fáceis da indústria do consumo que com a mídia e o marketing nos leva a pensar que seríamos pessoas diferentes se adquiríssemos determinado bem ou serviço. Vivemos numa sociedade consumista, onde sempre estamos insatisfeitos, em busca do corpo perfeito, da coleção nova da vitrine, do cabelo “da hora”, do jeans de determinada grife, do modelo novo do carro. E somos convencidos de que viveríamos mais felizes se consumíssemos tais produtos, já que o indivíduo sempre está em desvantagem em relação aos “super poderes” dos objetos ofertados, que além da felicidade, traz pertencimento e mobilidade social. O problema está em como adquirir tais produtos? Como manter essa ilusão de felicidade, já que ao adquirir um objeto, o desejo não é eliminado, é apenas transferido para outros objetos? O consumismo surge como meio de construção de identidades, em que quanto mais poder os objetos adquirem, mais o interior do indivíduo está esvaziado e exteriorizado, pois ele só se reconhece e se sente bem quando coberto por alguma marca.

Vivemos em um país com uma das piores distribuições de renda do mundo e com precárias condições de aquisição desses produtos.  Onde a identidade do povo é formada a partir de imposições e modelos culturais cultuado pela onipresença dos meios de comunicação de massa, e o sujeito é obrigado a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que lhes falta em sua existência real que é pobre e fragmentária. Isso gera conseqüências ruins, porque o consumista é diferente do consumidor, que só compra o que é necessário, ele compra o que é supérfluo, muitas vezes movido por distúrbios psicológicos, sociais. O sujeito incapaz de trabalhar seus problemas e suas frustrações busca soluções que na realidade causarão mais um problema como o uso de drogas. Geralmente o primeiro contato feito com as drogas, é exatamente quando a pessoa está buscando sua identidade psicossocial. A medida que vai ficando dependente o sujeito passa a ver a droga como fundamental e esquecendo dos seus relacionamentos interpessoais. Da mesma forma que o consumidor, no caso, consumista, busca nos objetos uma forma de se manter sociável, e feliz, o usuário de drogas também busca um significado para a vida, no entanto a droga o impede de pensar nas suas frustrações já que encará-las pode ser também doloroso. No caso são usadas para bloquear esse sentimento, anestesiar, negar-se a si mesmo. Vale ressaltar que muitos casos de usuários de drogas, também começaram quando na verdade os seus desejos eram de consumir objetos, fora da sua realidade, como já comentado. E como alternativa passam a praticar atos ilícitos na intenção de conseguir esses objetos. Quanto as drogas legais como álcool, tabaco, também entram no mesmo viés do consumo, pois a mídia nos leva a pensar mais uma  vez que a felicidade se encontra no consumo desses produtos.

drogas

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